quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A Carne e Sua Devida Maciez

Tomas estava deitado no sofá quando Alana chegou em casa cansada depois de um dia inteiro procurando emprego. Ele, completamente cheio de tesão, mal esperava pelo momento de sua amada aparecer. “Irei beijar cada centímetro do corpo dela e arrancar-lhe a roupa com os dentes”, pensou Tomas. “Chegar em casa será um alívio. Neste momento meu único sonho é minha cama macia”, pensava Alana.

E pelos já apresentados desejos desencontrados, o circo se armou assim que ela chegou em casa. Tomas ouviu o barulho da porta se abrindo e sabia que era ela. Levantou-se no mesmo instante e foi até o encontro de Alana. Assim que a viu disse “oi meu amor...”, pegou-a por detrás do pescoço, agarrando-lhe pelos fios de cabelo. Veio então um beijo forte e cheio de paixão.

Alana completamente cansada tentou se afastar um pouco, e assim que conseguiu liberar sua boca dos beijos de Tomas, disse – Oi amor, boa noite... – Ele logo percebeu a atitude um tanto arredia de Alana e perguntou se algo estava acontecendo. Ela apenas disse que estava muito cansada. Contou-lhe que passara o dia inteiro em filas de empresas, esperando para fazer suas entrevistas e quando não, estava deixando currículos em outras. Esperava a compreensão de seu amado e apenas queria seus carinhos, nada que seja muito cansativo. Ou seja, sem sexo.

Esta ultima parte, por alguns motivos, parece não ter sido compreendida por Tomas. Seus ouvidos pareciam não ouvir o que Alana acabara de dizer, tanto que depois dela contar o que lhe havia acontecido no dia, da forma mais objetiva possível, mesmo assim, ele voltou a beijá-la. Agora fazia tentativas pelo pescoço. Alana estava quase para se render, apesar de muito cansada. As mãos de Tomas começaram então a visitar o interior da blusa de Alana. Ela começava a sentir calafrios a cada centímetro que as mãos dele subiam por dentro de sua roupa.

Por um súbito instante Alana parece ter entrado em outra dimensão com aqueles toques. E ao retornar, percebeu que Tomas já havia retirado seu sutiã e estava nesse momento desabotoando a roupa dela. Alana então com os olhos um tanto fechados dizia quase sem forças: “Não... Não...”. Com as mãos, tentava segurar as investidas de Tomas, o que apenas fazia com que ele se sentisse ainda mais tentado a continuar.

Blusa no chão, Tomas empurrou-a. Alana caiu calculadamente deitada no sofá. Não se ouviu mais nenhum “não” e nem qualquer outra tentativa por parte dela no intuito de impedir qualquer coisa. Ela se entregou.

30/01/08

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