“Vê-la já não é mais tão bom quanto era antes”, pensava Robert ao voltar para casa minutos depois de rever sua amada. Ele pensara que algo havia mudado. A sensação de ver Alice não era mais a mesma. Certas vezes era preferível permanecer em casa, sozinho, do que sair para fazer companhia a ela.
Pensou bastante e achou melhor terminar seu namoro de quase 3 anos. Sabia que Alice o amava mais que tudo e que era uma mulher incrível. Amável, carinhosa, atenciosa, compreensível e linda! O que mais um homem poderia querer? Mas mesmo com todos estes adereços, ele pensara que nada adianta se não há mais amor.
Marcaram um encontro, numa pequena praça. Ela já sabia do que se tratava. Notara certa mudança em Robert já há alguns dias. Algo lhe dizia que ele estava pensando em terminar. Depois de anos de convivência, ela o conhecia muito bem.
Alice foi preparada. Robert tentou as melhores palavras para tornar seu discurso o mais claro e menos doloroso possível. Mas nem o melhor dos discursos parece livrar-te da dor de perder um amor. E mesmo Alice já preparada, não pôde evitar. Ao soar do primeiro “devemos terminar nosso relacionamento...” suas lágrimas desataram a cair. Caíram todas em frente a Roberto, mesmo suas próprias mãos tentando impedi-las. Mesmo que evitasse soluçar, soluçava. Mesmo que evitasse qualquer irritação, se irritava.
Acabou. E já não havia muito o que fazer. Despediram-se e cada um seguiu seu para seu canto. Alice ligou e foi para a casa de sua amiga. Robert resolveu andar até sua casa. Estava longe, mas no caminho ele refletiria.
Nos braços da amiga, Alice chorava descontroladamente sob os consolos: “Chore... Chore bastante... Chore tudo que tiver para chorar, pois um dia este rio secará e outra vida irá começar. Não tema. Ainda temos muito que viver. Guarde as boas lembranças e depois trate de construir outras bem melhores...”. E ela chorou por uns bons minutos até que a fonte secou. Respirando calmamente, ela dormiu.
Robert caminhava até sua casa. Pensara no que acabava de ter feito. Pensou nas possibilidades de agora em diante. Sentia-se mais leve, mais aberto ao que viesse. Mas logo uma lembrança de Alice pulou no seu pensar. Lembrou-se das vezes em que encostava a cabeça no colo dela e dormia com seus carinhos. Lembrou-se das vezes em que acordava ao lado dela e via seu rosto metade coberto pelo seu cabelo curto. Alice era linda, uma pele branca bem vistosa e macia. O rosto tinha uma beleza diferente ainda mais acentuada pelo seu corte curto de cabelo.
Ele olhou pela rua, observou as mulheres que passavam. Alice era diferente. Todas pareciam tão iguais perto dela. Robert chegou em casa, viu o quarto cheio de fotos e mínimos detalhes que o levavam até sua ex. Foi tomar banho e aos primeiros pingos que tocaram seu rosto, lembrou-se dos sorrisos de Alice. Não havia sorriso igual. Nada era igual a ela.
Começou a doer. Robert viu seus olhos se encherem de lágrimas. Foi quando em um estalo ele havia percebido que abrira mão da melhor coisa que já lhe acontecera na vida: Alice. Um desespero enorme tomou conta do seu ser. Foi então que tentou se acalmar e pensar que isto era normal, que foi uma decisão difícil e que acabamos sempre cobertos de dúvidas.
Mas os dias se passaram e perceber que não teria mais Alice por perto o fazia entrar em constante desespero. Foi então que percebeu: a amava mais do que qualquer coisa em sua vida. Já era um pouco tarde para perceber isso. Muitos outros homens sabiam o quanto Alice era diferente e já sonhavam com este término. Vários ligavam oferecendo um ombro para chorar, passeios a dois, visitas, idas ao cinema. Robert sabia disso e seus ciúmes só faziam amá-la mais ainda.
Agora ele não estava mais só. Sabia dos seus concorrentes. E o mais curioso, a grande maioria eram ex-namorados de Alice, ou seja, outros arrependidos.
29/01/08
Pensou bastante e achou melhor terminar seu namoro de quase 3 anos. Sabia que Alice o amava mais que tudo e que era uma mulher incrível. Amável, carinhosa, atenciosa, compreensível e linda! O que mais um homem poderia querer? Mas mesmo com todos estes adereços, ele pensara que nada adianta se não há mais amor.
Marcaram um encontro, numa pequena praça. Ela já sabia do que se tratava. Notara certa mudança em Robert já há alguns dias. Algo lhe dizia que ele estava pensando em terminar. Depois de anos de convivência, ela o conhecia muito bem.
Alice foi preparada. Robert tentou as melhores palavras para tornar seu discurso o mais claro e menos doloroso possível. Mas nem o melhor dos discursos parece livrar-te da dor de perder um amor. E mesmo Alice já preparada, não pôde evitar. Ao soar do primeiro “devemos terminar nosso relacionamento...” suas lágrimas desataram a cair. Caíram todas em frente a Roberto, mesmo suas próprias mãos tentando impedi-las. Mesmo que evitasse soluçar, soluçava. Mesmo que evitasse qualquer irritação, se irritava.
Acabou. E já não havia muito o que fazer. Despediram-se e cada um seguiu seu para seu canto. Alice ligou e foi para a casa de sua amiga. Robert resolveu andar até sua casa. Estava longe, mas no caminho ele refletiria.
Nos braços da amiga, Alice chorava descontroladamente sob os consolos: “Chore... Chore bastante... Chore tudo que tiver para chorar, pois um dia este rio secará e outra vida irá começar. Não tema. Ainda temos muito que viver. Guarde as boas lembranças e depois trate de construir outras bem melhores...”. E ela chorou por uns bons minutos até que a fonte secou. Respirando calmamente, ela dormiu.
Robert caminhava até sua casa. Pensara no que acabava de ter feito. Pensou nas possibilidades de agora em diante. Sentia-se mais leve, mais aberto ao que viesse. Mas logo uma lembrança de Alice pulou no seu pensar. Lembrou-se das vezes em que encostava a cabeça no colo dela e dormia com seus carinhos. Lembrou-se das vezes em que acordava ao lado dela e via seu rosto metade coberto pelo seu cabelo curto. Alice era linda, uma pele branca bem vistosa e macia. O rosto tinha uma beleza diferente ainda mais acentuada pelo seu corte curto de cabelo.
Ele olhou pela rua, observou as mulheres que passavam. Alice era diferente. Todas pareciam tão iguais perto dela. Robert chegou em casa, viu o quarto cheio de fotos e mínimos detalhes que o levavam até sua ex. Foi tomar banho e aos primeiros pingos que tocaram seu rosto, lembrou-se dos sorrisos de Alice. Não havia sorriso igual. Nada era igual a ela.
Começou a doer. Robert viu seus olhos se encherem de lágrimas. Foi quando em um estalo ele havia percebido que abrira mão da melhor coisa que já lhe acontecera na vida: Alice. Um desespero enorme tomou conta do seu ser. Foi então que tentou se acalmar e pensar que isto era normal, que foi uma decisão difícil e que acabamos sempre cobertos de dúvidas.
Mas os dias se passaram e perceber que não teria mais Alice por perto o fazia entrar em constante desespero. Foi então que percebeu: a amava mais do que qualquer coisa em sua vida. Já era um pouco tarde para perceber isso. Muitos outros homens sabiam o quanto Alice era diferente e já sonhavam com este término. Vários ligavam oferecendo um ombro para chorar, passeios a dois, visitas, idas ao cinema. Robert sabia disso e seus ciúmes só faziam amá-la mais ainda.
Agora ele não estava mais só. Sabia dos seus concorrentes. E o mais curioso, a grande maioria eram ex-namorados de Alice, ou seja, outros arrependidos.
29/01/08

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