Já é noite, mas é só seu começo. Em uma locadora, me encontro fazendo companhia a alguns amigos. Conversávamos sobre filmes. Um deles diz “olha, aqueles filmes são mais interessantes”, apontando para uma direção. Quando vejo, era uma cabine especial só com filmes pornôs. Desato a rir ali mesmo e todos caem na gargalhada, principalmente os homens.
Eis que vamos para a sessão de dramas. É minha parte favorita. Fico olhando filme por filme. Sei que não irei locar nenhum, mas caso encontre um interessante o indicarei para algum amigo. Estou eu olhando os títulos quando percebo a presença de alguém ao meu lado. É possível senti-la só pelo perfume, algo doce, suave e muito bom de sentir.
Minha curiosidade se excita e logo tento de alguma forma olhar para esta pessoa. Já havia percebido pelo canto dos olhos e pelo cheiro, que era uma mulher. Mas ela estava perto demais, fica um pouco indiscreto virar só para olhar. Foi então que ela se inclinou mais para frente para pegar um filme.
Aproveitei-me da situação para olhar o máximo possível. Ela tinha cabelos longos e negros, uma pele branca. Não usava brincos, no pescoço um cordão com um pingente que me parecia algo indiano, blusa branca, calça jeans e sandália de dedo. O seu rosto era coisa mais bonita que eu havia visto naquele dia, era difícil parar de olhar. Mas ela logo se voltou e ficou ereta novamente. Trazia um filme do Woody Allen na mão. Eu adoro os filmes dele. “Daria-me bem com ela”, pensei.
Dei logo um jeito de me afastar dela e assim um pouco mais distante poderia olhá-la melhor. Ao me afastar um pouco, encontro um amigo meu e comento “olha aquele filme ali, é muito bonito”. Ele olha para ela, balança a cabeça positivamente e diz “realmente, gostei desse filme!”. Nós sorrimos por um instante. Os dois olhando para a moça, tentando sempre certa discrição. Eis que ela se vira e ao menor dos seus movimentos os dois começam a olhar para prateleira de filmes como se estivessem interessados mais nos filmes do que em outra coisa. Ela então passa e logo é possível vê-la outra vez.
Foi até o caixa. Nós dois fomos até lá. Ouvimos quando ela disse “Marcela...”, referindo-se ao seu nome. Marcela... Marcela... Este nome tomou conta de mim o resto do dia. De repente se tornou especial. Bela Marcela acompanhou-me desde que saiu da locadora. Pegou ônibus comigo, foi até em casa, e até dormimos juntos. Tudo isso em pensamentos, claro,pois nem tudo é tão simples assim. Mas a vida é apaixonante e viver, é mais ainda.
04/02/08
Eis que vamos para a sessão de dramas. É minha parte favorita. Fico olhando filme por filme. Sei que não irei locar nenhum, mas caso encontre um interessante o indicarei para algum amigo. Estou eu olhando os títulos quando percebo a presença de alguém ao meu lado. É possível senti-la só pelo perfume, algo doce, suave e muito bom de sentir.
Minha curiosidade se excita e logo tento de alguma forma olhar para esta pessoa. Já havia percebido pelo canto dos olhos e pelo cheiro, que era uma mulher. Mas ela estava perto demais, fica um pouco indiscreto virar só para olhar. Foi então que ela se inclinou mais para frente para pegar um filme.
Aproveitei-me da situação para olhar o máximo possível. Ela tinha cabelos longos e negros, uma pele branca. Não usava brincos, no pescoço um cordão com um pingente que me parecia algo indiano, blusa branca, calça jeans e sandália de dedo. O seu rosto era coisa mais bonita que eu havia visto naquele dia, era difícil parar de olhar. Mas ela logo se voltou e ficou ereta novamente. Trazia um filme do Woody Allen na mão. Eu adoro os filmes dele. “Daria-me bem com ela”, pensei.
Dei logo um jeito de me afastar dela e assim um pouco mais distante poderia olhá-la melhor. Ao me afastar um pouco, encontro um amigo meu e comento “olha aquele filme ali, é muito bonito”. Ele olha para ela, balança a cabeça positivamente e diz “realmente, gostei desse filme!”. Nós sorrimos por um instante. Os dois olhando para a moça, tentando sempre certa discrição. Eis que ela se vira e ao menor dos seus movimentos os dois começam a olhar para prateleira de filmes como se estivessem interessados mais nos filmes do que em outra coisa. Ela então passa e logo é possível vê-la outra vez.
Foi até o caixa. Nós dois fomos até lá. Ouvimos quando ela disse “Marcela...”, referindo-se ao seu nome. Marcela... Marcela... Este nome tomou conta de mim o resto do dia. De repente se tornou especial. Bela Marcela acompanhou-me desde que saiu da locadora. Pegou ônibus comigo, foi até em casa, e até dormimos juntos. Tudo isso em pensamentos, claro,pois nem tudo é tão simples assim. Mas a vida é apaixonante e viver, é mais ainda.
04/02/08

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